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É a primeira vez que pernoito nas
Docas de Belém. Esta é, a meu ver, uma das mais
belas zonas de Lisboa.
Os Jerónimos, o Centro Cultural de Belém, o Padrão dos
Descobrimentos e a Torre de Belém, são dos mais importantes ex-líbris da
cidade luminosa. Embora o mais saboroso ex-líbris sejam os pastéis de Belém.
Por aqui aporta gente de todo o
mundo.
Estão por cá uma vintena de autocaravanas, a grande maioria de países do centro da Europa.
Estão por cá uma vintena de autocaravanas, a grande maioria de países do centro da Europa.
No momento em que admirava o monumento da autoria do Arquitecto Continelli Telmo (o Padrão), que
homenageia a gesta dos descobrimentos, um grupo de
japoneses fixava-se na Rosa dos Ventos a admirar o percurso das caravelas portuguesas
até ao seu país, em 1543.
A Rosa dos Ventos é uma construção em
mármore, oferecida, ao Estado Português, pela República da África do Sul. Tem um planisfério de 14 metros, onde caravelas
marcam as mais importantes rotas dos Descobrimentos Portugueses.
Ao anoitecer, o tempo
permitiu-nos um passeio pelas docas.
E foi bom de ver os monumentos com uma iluminação
artificial que lhes acrescenta uma alma mágica de saudade.
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Ao longe,
a Ponte 25 de Abril, abraçava o Tejo e a Torre de Belém exibia uma áurea
prateada que lhe dava um ar de mistério e magia.
As docas têm vários sons que
emergem na noite: o ruído dos comboios que correm pelos carris, as águas do
Tejo que vão de encontro à margem, os aviões que sobem pelas alturas em
direcção a destinos vários, os carros que rolam pela Avenida da Índia, os solitários
e os sem-abrigo que caminham na companhia dos seus fantasmas.
Lisboa é, por certo, uma cidade
tão bela de dia, como de noite!