Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
Um espaço de liberdade, um sonho concretizado ... um correr mundo para viver e saborear a natureza. Aqui deixarei impressões misturadas em emoções. Este cantinho de mim procurará ser uma partilha de partidas e chegadas... porque o meu sonho foi, sempre, sempre, o de partir e chegar! Como dizia Alexandre O'Neill: «há mar e mar... há ir e voltar!». Pois.... sirvam-se, por favor!
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Aqueles que me têm muito amor
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