Mostrar mensagens com a etiqueta Holanda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Holanda. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de junho de 2016

Afsluitdijk e Hindeloopen












De Hoorn para Hindeloopen passamos pelo maior dique da Holanda, chamado de Afsluitdijk, com um comprimento de cerca de 32 quilómetros, uma largura de 90 metros e de 7 metros sobre o nível do mar. 
O dique, ao fechar o mar, criou o enorme lago Yssel (hoje de água doce) que é o maior da Europa Ocidental.

Esta construção, ideia do engenheiro holandês, Cornelis Lyle, na altura ministro das obras públicas, teve como objectivo combater as grandes inundações que periodicamente ocorriam naquela zona motivadas pelos temporais e marés.


É uma obra grandiosa que honra o génio holandês que, durante séculos, precisou de desenvolver para proteger o país contra a água pois grande parte do território fica abaixo do nível do mar.







Pelo final da tarde, procuramos pernoitar em Bolsward, uma pequena cidade da província da Frísia. 




No entanto, uma certa confusão de trânsito e o equipamento da área de serviços de motorhomes vandalizado, levou-nos a percorrer mais cerca de uma vintena de quilómetros e descansar em Hindeloopen.

E ainda bem que assim fizemos porque descobrimos uma das mais belas aldeias que vimos na Holanda, localizada nas margens do grande Lago Yssel, atrás referido. As suas pequenas casas coloridas, seus canais e pontes fazem desta localidade uma jóia dos vilarejos pitorescos e tradicionais que a Holanda tem de sobra.


domingo, 19 de junho de 2016

Hoorn





A caminho do maior dique da Holanda – o Afsluitdijk -, visitamos a pequena cidade de Hoorn, que teve grande prosperidade económica no século XVII quando era uma das principais bases comerciais da Companhia das Índias Orientais da Holanda.

Um passeio pelo velho porto e ruas do centro histórico dão-nos a sensação de que o tempo parou por aqui. 
Vários navios perfilados pelo canal adentro, alguns com velas içadas, arrastam-nos para o seu passado pujante e quase podemos sentir o cheiro das especiarias, que ali eram comercializadas, trazidas do extremo oriente.










Com o passar do tempo, a prosperidade de Hoorn começou a declinar e o porto transformou-se numa infra-estrutura de apoio a pouco mais que uma vila de pescadores. Nos dias de hoje, para além dos vários monumentos que mantêm a atmosfera histórica do lugar, a arquitectura moderna mistura-se com a paisagem urbana do passado, emprestando-lhe um encanto extraordinário.



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Amesterdão



Chegamos à cidade de que se diz ter mais bicicletas do que pessoas e onde existem «mais de 100 quilómetros de canais, cerca de 90 ilhas e 1500 pontes». 
Por aqui se pode fazer uma pequena ideia da magnífica Amesterdão, capital da Holanda.

Inscrita na lista do Património da Unesco, a cidade deslumbra pelos imensos canais e tendências culturais. 
Num dos pontos principais de Amesterdão, que fica em frente do complexo rodoviário e marítimo, é um frenesim de gente de diversificados credos e pátrias. 
Um outro espaço importante é a «Praça Dam», local que se destaca pela presença da casa real, a basílica de Niuwe Kerk e um monumento nacional.
 
São vários os dialectos que se ouvem nas ruas estreitas que ladeiam os canais. Na maior parte delas ouvem-se vozes melódicas que acompanham instrumentos mais ou menos exóticos, sempre com um espaço para recolher as moedas que são lançadas amiúde.
O corrupio de bicicletas que deambulam por ali, num à-vontade que impressiona, confere a esta cidade um carácter íntimo e inspira um agradável sentimento de proximidade

Amesterdão é mundialmente famosa pela visão liberal da vida e pelas formas extravagantes de celebrá-la. Exemplos disso são as famosas «casas da luz vermelha», que exibem corpos nus em plena luz do dia, encaradas com uma descontracção que só Amesterdão é capaz de suscitar. 
E o consumo de cannabis é tolerado e vendido aos adultos nas populares «coffeeshops» espalhadas pela cidade e muito frequentadas pelos turistas.

É admirável o respeito pela liberdade que a cidade cultiva, postura baseada na responsabilidade pessoal. 
Daí que, apesar da imensa gente que passeia pela cidade, a pé, de bicicleta, de barco ou outro meio qualquer de transporte, não se sente confusão mas, tão só, um caos organizado, apaixonando qualquer viajante pela sua frugalidade e espontaneidade. É, sem dúvida, um destino ideal para passear e desfrutar do melhor que a vida tem para nos oferecer.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Middelburg


Saímos de Antuérpia rumo a Hoogerheid, para aí pernoitar. 
De seguida, atravessamos a região do Plano Delta, que reforçou e aumentou diques, além de construir barragens para proteger a Holanda da baixa altitude em relação ao mar.
Daí que o percurso fosse isso mesmo: repleto de canais e diques, até Middelburg, capital da província de Zeeland, onde grande parte da região fica abaixo do nível do mar.
É uma cidade muito agradável com os cursos de água que lhe emprestam um charme que cativa o visitante. 

No seu centro histórico perfila-se um edificado tipicamente holandês.
O edifício do Município, do século XV, um exemplo gótico flamengo tardio, e a Abadia de Middelburg, que abriga um museu e a famosa Torre Lang Jan, com 91 metros de altura, são os monumentos mais relevantes.
No centro da cidade encontramos lindas casas do século XVII, além de vários restaurantes e lojas.

É domingo de manhã, os estabelecimentos estão fechados e pouca gente se vê nas ruas. Pela tarde, ao contrário, a cidade ganha vida com um corrupio de pessoas a confluir para o comércio, entretanto aberto.
São muitos os ateliers de artes, com predominância para a pintura. Na praça central decorre uma feira de velharias repleta de curiosos.









O dia está ensolarado permitindo-nos fazer um passeio, de cerca de oito quilómetros, ao longo duma estrada de água ladeada por uma imensa planura verde.
Só de vez em quando é que um ruído morno de motor nos prende o olhar para admirar a passagem de um veleiro solitário pelas águas calmas do canal.
Sabe bem ouvir o bulício cadenciado das ervas pisadas por nós e cismar no milagre deste povo que ousou transformar a água em terra, através da construção de diques para conter o mar. Num país com cerca de nove milhões de habitantes e 60% do território abaixo do nível do mar!