Terra
governada por mouros antes de ser Portugal pela espada de D. Sancho. Cidade com
um belo castelo milenar na encosta e o rio Arade a seus pés.
Numa
praça permanece a memória de um rei poeta muçulmano que terá nascido em Beja,
governado Silves e Sevilha e morrido em Marraquexe.
Era o tempo da expansão
árabe pela Andaluzia e Algarve.
Silves
é um refúgio de muitos holandeses, alguns ingleses, franceses e alemães que por
aqui se radicam durante meses em «motorhomes» apetrechadas com todo o conforto.
E a cidade agradece esta preferência que muito ajuda à dinamização do seu
comércio.
Talvez por isso a autarquia proporcione, a estes turistas de
proximidade, um excelente local de aparcamento.
O
dia esteve quente e acompanhado de uma brisa suave.
É este sol que faz do
Algarve um destino turístico de eleição, mesmo nos meses mais severos de Outono
e Inverno.
Este
entardecer de hoje promete, porém, uma noite bem fresquinha e a aconselhar um reforço
de aconchego.
A
colina a norte, que se estende perante nós, é um tapete verde polvilhado por um
casario espaçado e de bom gosto.
Aqui ao lado, um grupo de franceses
entretém-se no jogo da petanca, enquanto outros estrangeiros avançam numa cavaqueira
animada com vizinhos.
A noite
aproxima-se de Silves.
O pôr-do-sol, de cores quentes, emerge em todo o seu
esplendor.
Mais
um «motorhome» acaba de chegar perante a atenção curiosa de quase todos os que
se encontram instalados.
E outros ainda chegarão até que a tarde se esgote no
horizonte.