terça-feira, 25 de junho de 2013

Arromanches-Les-Bains: a memória de um pesadelo!





Está cumprido o principal objectivo da viagem: visitar a Normandia e, fundamentalmente, os locais onde teve lugar o desembarque das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial. 

E cá estamos num dos locais centrais onde isso aconteceu: Arromanches-Les-Bains.
Toda a Vila de Arromanches vive dessa memória.

E ainda é possível ver as bandeiras americanas, inglesas e canadianas engalanadas nas ruas principais e nos edifícios públicos, resultante da comemoração do dia 6 de Junho de 1944. 

Foi nesta data que se iniciou a «Operação Overlord», na qual participaram cerca de 180 mil jovens soldados que sacrificaram as suas vidas para devolver a liberdade ao continente europeu e combater o totalitarismo nazi.

Arromanches-Les-Bains oferece ao visitante um museu dedicado ao desembarque e um cinema circular onde é possível reviver a história do «Dia D».

E a sua praia exibe, ainda, vestígios do porto artificial que a engenharia inglesa construiu para assegurar a logística da frente de guerra. 

Uma notável obra de engenharia cujos elementos pré-fabricados foram transportados desde a Mancha e sem a qual tudo teria sido diferente.

Estar aqui, num dos locais onde se iniciaram as operações que abriram caminho à vitória contra o III Reich, é reviver a memória de um tempo de barbárie. 

É, também, prestar um tributo aos 35 mil soldados das forças aliadas e aos mais de 20 mil civis que morreram na batalha da Normandia. 

Mas é, sobretudo, sentir a emoção à flor da pele e sonhar com a utopia de que um dia o homem não mais use de crueldade para com o outro ser humano.

Também aqui se aprende melhor a respeitar e a admirar um dos políticos mais notáveis da história europeia: Winston Churchill. 

E a ter um especial respeito pelos países longínquos que ofereceram o martírio dos seus filhos para ajudar a libertar o velho continente: os Estados Unidos da América e o Canadá.

 Fotos: CG e Tonicha

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Le Mont-Saint-Michelle



 


O Monte de S. Michelle é um ícone da França. Um destino turístico de excelência, há muito desejado. E cumpriu plenamente as expectativas!
Chagamos pelas 15.00 horas e estacionamos a Micha numa área de serviço de cinco estrelas. Depois, caminhamos cerca de 3 kms até à cidadela. 

Anteriormente, os autocaravanistas podiam estacionar bem junto daquele monumento histórico. 
No entanto, há pouco mais de um ano, as obras de requalificação do local obrigam os visitantes a percorrer uma boa distância ou fazer a viagem num dos vários autocarros (grátis) que por ali cumprem o seu destino.
Porque necessitados de exercício físico, optamos por caminhar de modo a contrariar o tempo em que estamos a viajar.
A cidadela é de uma extraordinária beleza. 
Rodeada pelo mar e erguendo-se majestaticamente sobre areias do Atlântico, o Monte é uma das imagens mais conhecidas de França. 
Contém uma Abadia no seu seio e o restante casario, de traça medieval, está, quase na totalidade, dedicado ao comércio.
Este deve ser fluorescente atendendo a que se trata do ponto turístico mais frequentado da Normandia e um dos primeiros da França, com cerca de 3,2 milhões de visitantes por ano.
Diz-nos a história que, de um simples oratório do século VIII, o Mont-Saint-Michelle tornou-se num mosteiro beneditino com grande importância nos séculos XII e XIII.
Após a dissolução das ordens religiosas, ditadas pela Revolução Francesa, o Monte foi utilizado como prisão politica. Em 1987 foi declarado monumento histórico e dez anos mais tarde passou a figurar como património mundial da Unesco.

Fotos: CG e Tonicha

domingo, 23 de junho de 2013

Arcachón – La Rochelle – Marans



A noite de Arcachón foi de uma invernia que já nos habituamos nesta jornada rumo à Normandia. Choveu e trovejou quase toda a noite. 
Pela manhã, algumas autocaravanas estavam rodeadas de água. A Micha, com mais sorte, estava enxuta por ter ficado numa zona mais alta.
                                      Vista de Bordéus                                       (Tonicha)

Largamos amarras mais cedo em direcção a La Rochelle. 
Após um percurso de algumas dezenas de quilómetros, feitos a passo de caracol, o GPS levou-nos por estradas secundárias onde o trânsito era escasso. 
E foi reconfortante passar por extensos campos de verde, ora de trigo, ora de vinha, ora de outras novidades agrícolas francesas. 
De quando em vez lá surgia uma aldeia meio escondida pela vegetação ou um qualquer acidente de terreno. Algumas casas, aparentando estarem isoladas do mundo, mais pareciam construídas no paraíso.
Campos a perder de vista                    (Tonicha)

A rotina deste fruir de uma França genuína e campestre era, por vezes, interrompida com o acenar de um autocaravanista que passava em sentido contrário.
Fez-se bem a viagem de cerca de 250 quilómetros. Apesar do atravessamento da metropolitana cidade de Bordéus que nos encheu de surpresa pela sumptuosidade dos seus edifícios e pela sua extraordinária beleza quando se abeira do rio Garonne.
La Rochelle, apesar de mais pequena, é uma cidade com uma beleza impar. Impressiona a monumentalidade dos edifícios que rodeiam o velho porto de mar, que é considerado, na actualidade, o maior centro de iates da costa atlântica de França.
Pormenor de Marans                               (CG)
Mas foi em Marans, a cerca de 25 kms a norte de La Rochelle, que aparcamos. 
A área de serviço de autocaravanas escolhida para pernoitar foi a do supermercado «Super U», que oferece todas as condições de segurança e comodidade. 
E foi aí que, pela manhã, abastecemos a Micha de combustível ao preço de 1,250 euros.
Marans é uma cidade agradável, atravessada pelo rio «Sèvre Niortaise» e com porto de pesca. 
Deve muito do seu desenvolvimento urbano e económico à proximidade com La Rochelle, à qual está ligada por um canal fluvial.