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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Wittlich






Ao chegar a Wittlich, cidade alemã próxima do Luxemburgo, preferimos a companhia da natureza para descansar a vista pelo verde, de que a Alemanha é pródiga. 
Por ali, floresce uma vinha que faz lembrar o Douro Vinhateiro do meu país, talvez pela inclinação e aridez do solo, obrigando as cepas a treparem pela encosta ensolarada, o que prenuncia um mosto de graduação elevada.
Mais além, corre um rio que serpenteia, quase escondido, pela floresta luxuriante, onde abundam os trilhos de caminheiros. 
Neste preciso momento, ouço o chilreio das passaradas que por aqui fazem a vida: rolas, cucos e pardais de sonoridades mais finas. Misturam-se a estas melodias o berro sereno das ovelhas que pastam mais à frente.
As matas por onde correm os trilhos são de floresta verde e densa. 
De quando em vez, almejo casebres, mais ou menos aburguesados, aninhados junto ao ribeiro e encobertos pela vegetação. 
São, por certo, refúgios de fins-de-semana onde se busca a lonjura do bulício citadino do dia-a-dia.
Está uma tarde de sol e apetece permanecer por aqui em silêncio, olhando o céu azul que cobre esta natureza de paz. 
A pouco mais de três quilómetros de Wittlich.

domingo, 15 de junho de 2014

Wroclaw – Bautzen – Gotha








Uma bela cidade da Polónia que nos recebeu com sol e calor mas que, rapidamente, virou para chuva persistente. 

Estivemos retidos no «Camping Stadion» durante um bom tempo. Logo que a chuva amainou, fizemos uma visita à cidade das 100 pontes, como é conhecida Wroclaw.

O mais importante para o turista é o bairro antigo em cujo centro se encontra  a belíssima «Praça do Mercado», do século XII, ladeada por lindas casas de estilo renascentista. 

A Câmara Municipal, é considerado um dos edifícios mais belos da idade média europeia. 

Em Bautzen, na Alemanha, admiramos o seu centro histórico, bem perservado e cuidadosamente restaurado, semeado de torres medievais. 


Na cidade de Gotha, visitamos a principal atracção arquitectónica: o antigo palácio ducal, de construção setecentista, o Friedenstein Schloss. 

Trata-se de uma imponente estrutura rectangular, com torres quadradas nos cantos, que abriga alguns museus de arte e cultura.
Mas esta cidade tem muito mais para mostrar: castelos de outras eras, jardins monumentais e muitas casas nobres.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Potsdam





- «Fecha os olhos e ouve os pássaros!» - foram as palavras embevecidas da Tonicha, há momentos. 

Estamos no início do descanso de uma caminhada, de cerca de 3 horas, pelo Park Sanssouci, de Potsdam, composto 

por palácios, estruturas arquitectónicas e complexos jardins de variadas épocas. 

O sol ainda nos faz companhia e, lá fora, os pássaros deleitam-nos com um chilreio de magia.

Na cidade de Potsdam, que dista menos de 40 kms de Berlim, ocorreu a célebre «Conferência de Potsdam», entre 17 de Julho e 2 de Agosto de 1945, após a rendição alemã, em 8 de Maio de 1945, na Segunda Guerra Mundial.

Participaram neste evento os representantes dos países vitoriosos (Aliados) – Estaline (União Soviética), Churchill (Inglaterra), Truman (Estados Unidos). 

O principal objectivo era o de dividir a administração da Alemanha entre eles e de estabelecer a ordem pós-guerra na Europa.

Entre outras resoluções, o Acordo de Potsdam resultou na divisão da Alemanha e da Áustria, e a similar divisão de Berlim e Viena, em quatro zonas de ocupação (americana, britânica, francesa e soviética).
 
Potsdam possui um rico legado histórico, como a residência dos reis da Prússia, bem como um grande número de belos parques e palácios.

O parque Sanssouci, com uma área de mais de 287 hectares, é um dos mais bonitos complexos palacianos da Europa. 

Os vastos jardins contam com esculturas, fontes, terraços, templos, capelas, um jardim botânico e vários outros palácios que foram sendo acrescentados durante vários anos.

Sanssouci é à medida de Frederico da Prússia que, não por acaso, teve o cognome de «O Grande». 

O parque, onde ele tinha a residência de verão, é esmagador, tanto a nível da arquitectura dos vários palácios que povoam o imenso recinto, como a nível da flora que mandou plantar, com uma predilecção especial por árvores de fruto a rodear alguns palacetes.

O Parque de Sanssouci é, sem dúvida, uma rica herança do Império Prussiano que transformou a cidade de Potsdam numa importante referência turística da Alemanha. 

Daí que se compreenda o facto de, em 1990, os palácios e jardins tenham sido considerados pela Unesco como património da humanidade.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Nuremberga




Nuremberga (em alemão: Nürnberg) é a segunda maior cidade da Baviera. 
A cidade destacou-se em todo o mundo por ter sido um dos principais locais usados para os vários comícios efectuados pelo Partido Nazi. 
Ficou mais conhecida, ainda, após a Segunda Guerra Mundial, quando aconteceu o famoso julgamento dos principais responsáveis pelos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Não será de estranhar, pois, que, ao chegarmos a esta cidade, o pensamento estivesse povoado de cenários de horrores cometidos na Segunda Guerra Mundial.

Visitamos, em primeiro lugar, o Centro de Documentação, que fica dentro do Complexo do Congresso do Partido Nazista.
Nuremberga, considerada uma das cidades mais importantes para o regime nazi, era onde aconteciam os mais importantes encontros e comícios dos membros do partido. 
O espaço era um local de culto nazi, quer para a demonstração de poder, quer para a mobilização de massas em torno do seu Führer. 
Era por ali que aconteciam as pomposas marchas do exército perante Adolf Hitler, o chefe supremo. 
Este acompanhava tudo da tribuna principal, construída especialmente para que ele pudesse discursar e ser ovacionado como se tratasse de um verdadeiro deus.

O Julgamento de Nuremberga aconteceu em 1945, no Palácio de Justiça onde foi instaurado um tribunal militar na célebre sala 600. 
Nessa época, Nuremberga encontrava-se na Zona Americana de ocupação.   
Era, pois, da responsabilidade dos americanos o controlo do julgamento, a vigilância dos acusados, para além de toda a segurança do local.

Pernoitamos no «Volkspark Mariemberg». Um amplo espaço verde, muito frequentado pelos locais, quer para andar de bicicleta ou de patins, quer para simples caminhadas pelos estreitos caminhos de alcatrão ladeados por relva a perder de vista, habitada por árvores de várias espécies.
Vêm aos grupos, munidos de fogareiros e demais pertences, para um pic-nic na relva que, neste dia, o sol beija em contínuo. 
Ali ao fundo, um conjunto de pessoas, de vestes orientais, entretêm-se com a cerimónia do chá que ali será bebido na companhia de bolos trazidos de casa. 
Se assim é em dia de trabalho, imaginamos o movimento ao fim-de-semana.
Ao entardecer, as fumarolas emergem de todos os lados, sinais de que por ali a carne já assa nos fogareiros. 
E à sua volta pululam os comensais numa confraternização amiga, embrulhada num tempo morno e verdejante!