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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Saint-Jean-de-Luz






O tempo está luminoso, apesar de uma brisa fresca de início de Primavera.
Mas isso não foi impeditivo de um passeio pela soberba marginal até ao pequeno promontório verde semeado de bancos onde muitos descansam as mágoas e as saudades da vida na admiração da concha que banha Saint-Jean-de-Luz e Ciboure.

Foi nesta cidade que, em 1665, o monarca de França, Luís XIV, desposou a Infanta da Espanha, Maria Teresa. 
E, em frente ao animado porto, de barcos multicolores, ainda se conserva a casa que foi do compositor Maurice Ravel.

São muitos os que caminham pelo imenso passeio limítrofe ao areal e outros tantos sentados frente ao mar absorvidos por leituras de livros ou jornais do dia.
Consegue-se, aqui e ali, perscrutar olhares meditativos e tristes, porventura suscitados pela matança de Bruxelas ocorrida no dia de ontem.
A França está de luto pelo país irmão, numa solidariedade recebida há poucos meses por semelhante tragédia em Paris.
O fenómeno do terrorismo, que atinge o coração da Europa ameaça alargar-se como uma mancha de ódio, sangue e lágrimas. Por isso, será mais que tempo de cerrar fileiras e olhar para este problema de forma determinada e sem escrúpulos de hipocrisia.

Saint-Jean-de-Luz está linda, como sempre!
A sua tez basca, presente no branco das fachadas das casas e nas vigas e janelas de cor verde e vermelho, são uma afirmação do carácter nacionalista. Por isso é que, sempre que passo a fronteira de hendaye, procuro ficar por aqui o tempo necessário para matar saudades deste belo recanto de França.  Como hoje!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Saint-Jean-de-Luz




O mar surge-nos por detrás dos montes da «Village de Sare», nos Pirenéus Atlânticos. 
Fomos até lá para admirar o cume de «La Rhune» e desfrutar de uma bela paisagem do país basco. 

Antes, passamos por Espelette, uma pitoresca povoação conhecida pelos seus pimentos roxos secos, os quais recebem o nome de «Piment d’Espellette» e que tem honras de festival anual. 

É um prazer passear pelas suas ruas e apreciar as casas com os pimentos embelezando as fachadas e varandas. 

Um outro ex-libris de Espelette é a sua igreja setecentista, típica pelas tribunas em madeira que permitiam, não só, aumentar o número de lugares como marcar a separação dos homens das mulheres e crianças.

Mas foi em Saint-Jean-de-Luz que ficamos por dois dias. Uma vila de pescadores e de intenso turismo. 
Por aqui casou o Rei Luís XIV, mais precisamente, na Igreja de Saint-Jean-Baptiste.

Rezam as crónicas, hoje postas em causa, que, imediatamente após o casamento, a porta da Igreja, por onde os noivos reais entraram, foi tapada para que nunca mais ninguém passasse por ali.
 
O mar, amansado pelos diques fronteiriços, mandados construir pelo Imperador Napoleão III, é um dos principais atractivos turísticos  da Cidade de Saint-Jean-de-Luz e da Village de Ciboure que se estende pela margem esquerda do Rio Nivelle. 

O casario, de arquitectura basca com as típicas cores branca e vermelho grená, acrescenta pitoresco à paisagem. 

Pelo entardecer, é de ar puro que os pulmões se embriagam quando se percorre a extensa marginal, em concha, e se admiram os palacetes de hotelaria que a bordejam. É a costa basca no seu aburguesado esplendor!