domingo, 8 de dezembro de 2013

INVICTUS (Sou o senhor do meu destino ...)



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Do fundo da noite que me envolve
Escura como o inferno de ponta a ponta
Agradeço a qualquer Deus que seja
Pela minha alma inconquistável

 
Nas garras do destino
Eu não vacilei nem chorei
Sob as pancadas do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta

Além deste lugar tenebroso
Só se percebe o horror das trevas
E ainda assim, o tempo,
Encontra, e há de encontrar-me, destemido

Não importa quão estreito o portão
Nem quão pesado os ensinamentos
Eu sou o mestre do meu destino
Eu sou o comandante da minha alma

 (William Ernest Henley), escritor britânico. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Até sempre, Madiba!











«Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar».
Nelson Mandela

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Que belo poema à liberdade ...



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Instrução Primária
 
Não saibas: imagina...
Deixa falar o mestre, e devaneia...

A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.


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Sonha!
Inventa um alfabeto
De ilusões...
Um a-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições...

Voa pela janela
De encontro a qualquer sol que te sorria!
Asas? Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,

Aias da fantasia...

                       Miguel Torga

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Feira semanal


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É mais um dia que se inicia. Com sol outonal e mil folhas fazendo de tapete aos transeuntes. 
Neste tempo, que docemente resiste à chuva, as árvores vão-se despindo de pétalas preferindo o sacrifício da fria nudez que aumenta em cada dia.
A vida escorre nesta cidade de muitas ausências. Daqui, vejo pessoas que caminham apressadas, como para afagar o ar gélido da manhã. Outras repousam em espaços soalheiros ruminando a lengalenga de sempre: «a noite foi fria e o natal está a chegar ...».
Lá mais ao fundo decorre a feira semanal. Um rodopio de gente enche as galerias dos vendedores barateiros, pois os tempos não estão de feição.
Há os madrugadores, que já regressam ao ponto de partida, e outros que carregam sonhos para a grande praça do regateio. É um bulício que parece organizado, pois, ninguém resmunga os apertos da confusão.

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 O desígnio de cada um que demanda este local é uma incógnita abafada pelo rumor constante e o vai e vem permanente.
O rosto de quase todos é de uma seriedade que inquieta. É furtivo o encontro de olhares e perturbadora a solidão de alguns passos.
Há os que caminham cabisbaixos de humildade, os que carregam anos a mais, denunciados por uma tosse catarrada, e os grupos entretidos com as emoções excitadas pela feira semanal da cidade dos arcebispos! É a vida que emerge em todo o esplendor!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

sonho meu ...






Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor