sexta-feira, 11 de julho de 2014

Castro Urdiales







Era um objectivo de há algum tempo: visitar San Juan de Gaztelugatxe, um «ilhéu» da costa da Biscaia, ainda no país basco. 
Verdadeiramente, não se trata de uma ilha porque está ligado ao continente por uma estreita língua de terra.
Mas é um dos lugares mais impressionantes da Costa da Biscaia que tive a oportunidade de fruir e apresenta, no seu cume, uma ermida do século X, dedicada a São João Baptista e com vistas magnificas.
Depois, seguiu-se a visita à belíssima cidade de Castro Urdiales, localizada no extremo oriental da região cantábrica. 
E, de acordo com o que está publicado, foi esta situação geográfica, nos limites de Vizcaia, a chave para o seu desenvolvimento.
De facto, a saturação metropolitana de Bilbao e a beleza natural do município de Castro Urdiales fizeram deste lugar uma estância de ócio e lazer, de residência e de turismo de fim-de-semana ou de temporada.
De uma antiga povoação de pescadores, este município exibe, hoje, esplêndidos edifícios e belos passeios, num harmonioso conjunto entre o moderno e o antigo.
A marginal de Castro Urdiales, que se percorre com satisfação, é bordejada de construções estilo belle-époque e de praias de areia fina que se enchem a partir da primavera. 
A praia de Brazomar, por exemplo, forma uma pequena baía onde as águas tranquilas permitem realizar jogos aquáticos sem qualquer perigo.
A Igreja de Santa Maria de Assunção é o monumento gótico mais importante na região cantábrica e a sua construção data do século XIII. 
Está situado junto ao mar e, com o castelo que lhe é adjacente, formam um conjunto arquitectónico de grande beleza e impacto na cidade.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Lekeitio


Percorremos a costa basca, de Saint-Jean-de-Luz, até à povoação espanhola de Lekeitio, município da província da Biscaia, comunidade autónoma do País Basco.

Vivemos momentos de puro êxtase quando admiramos as vertiginosas falésias que nos acompanham pelo itinerário escolhido. 
Aqui e ali surgem povoações de pescadores deste mar temerário da costa basca.
Lekeitio foi um destino escolhido ao acaso. 
Após a visita aos locais mais importantes da vila, ficamos com a sensação de que foi uma escolha acertada.
Uma cidade onde a bandeira basca é exibida com notório orgulho e o seu idioma marca presença em toda a publicidade, sem qualquer tradução para o castelhano.
Não será por acaso o grande número de típicos gorros bascos, negros ou vermelhos, que vimos usados pelas gentes de Lekeitio. 
Talvez porque por aqui, mais que em outro qualquer local do país basco, que visitamos, sente-se a identidade de um povo que, há muitas décadas, luta pela independência.
Na Praça da Independência, que circunda a igreja paroquial da Assunção de Santa Maria, de construção quinhentista, a música basca brota de alguns altifalantes do coreto, certamente para acrescentar vida ao pequeno mercado de produtos locais. 
Foi, precisamente, nesta Praça que iniciamos a visita a Lekeitio donde, para além da Igreja, se destaca o monumento de Pascual Abaroa. 
Apreciamos, mais ao fundo, o porto Txatxo com uma permanente actividade pesqueira e a ermida de San Juan Talako, com magnificas vistas da costa biscaia.
Hoje é sábado. Daí, talvez, o rebuliço que se ouve nos cafés e restaurantes que bordejam a marina. 
Também nas tascas o ambiente é festivo, com homens e mulheres, jovens e mais idosos, num salutar convívio, acompanhado de copos de vinho.
O mar lá está, sereno e de um azul que prenuncia pouco chão. 
A Ilha de San Nicolás, que se ergue em frente da marina e que se pode aceder a pé em maré baixa, ajuda a suster a bravura dos ventos em tempos mais afoitos.
Ao redor da Vila, os montes estão polvilhados das características casas bascas e de um verde de relva que torna a paisagem admirável.
Valeu a pena, por certo, esta paragem em Lekeitio, considerado um dos portos mais pitorescos e com maior tradição pesqueira de todo o litoral basco.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Saint-Jean-de-Luz




O mar surge-nos por detrás dos montes da «Village de Sare», nos Pirenéus Atlânticos. 
Fomos até lá para admirar o cume de «La Rhune» e desfrutar de uma bela paisagem do país basco. 

Antes, passamos por Espelette, uma pitoresca povoação conhecida pelos seus pimentos roxos secos, os quais recebem o nome de «Piment d’Espellette» e que tem honras de festival anual. 

É um prazer passear pelas suas ruas e apreciar as casas com os pimentos embelezando as fachadas e varandas. 

Um outro ex-libris de Espelette é a sua igreja setecentista, típica pelas tribunas em madeira que permitiam, não só, aumentar o número de lugares como marcar a separação dos homens das mulheres e crianças.

Mas foi em Saint-Jean-de-Luz que ficamos por dois dias. Uma vila de pescadores e de intenso turismo. 
Por aqui casou o Rei Luís XIV, mais precisamente, na Igreja de Saint-Jean-Baptiste.

Rezam as crónicas, hoje postas em causa, que, imediatamente após o casamento, a porta da Igreja, por onde os noivos reais entraram, foi tapada para que nunca mais ninguém passasse por ali.
 
O mar, amansado pelos diques fronteiriços, mandados construir pelo Imperador Napoleão III, é um dos principais atractivos turísticos  da Cidade de Saint-Jean-de-Luz e da Village de Ciboure que se estende pela margem esquerda do Rio Nivelle. 

O casario, de arquitectura basca com as típicas cores branca e vermelho grená, acrescenta pitoresco à paisagem. 

Pelo entardecer, é de ar puro que os pulmões se embriagam quando se percorre a extensa marginal, em concha, e se admiram os palacetes de hotelaria que a bordejam. É a costa basca no seu aburguesado esplendor!