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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Horizontes de mar!



Mês quente de Julho. 
Ainda há uns escassos dias resmungava-se pelo tempo frio e chuvoso que parecia eternizar-se entre nós. A ponto da bisbilhotice semear a ideia de que este ano não haveria verão!

Mas, este mês, de ampla luz de maresia, iniciou-se com uma quimera, inusitadamente sumida da vida pelas asas de um destino. E, aí, a inquietação passou a ser a sombra do seu caminho.

Há muito, muito tempo, que a emoção era iludida pelo desassossego e a alma sucumbia aos pés da memória traída. 

Um dia, já distante, a vereda da vida terminou abruptamente e um abismo seguiu-se-lhe de sobressalto. Não houve tempo, sequer, para accionar os meios de estabilidade e o desabamento foi inevitável e em jeito de tragédia.

Durante esse lento percurso, quantos silêncios feridos, quanta angústia fatigada, quantos sonhos perdidos, quanta amargura libertada e quanta injustiça alienada por fantasmas aturdidos!

Sucedeu-se um longo rio triste, de águas impetuosas que tudo arrastavam. Os comparsas de uma vida optaram pelo rompimento dos laços e favoreceram outros destinos. Os afectos esfumaram-se num repente.

É duro atravessar um deserto sob um sol abrasivo. Porém, quando se alcança o vale verdejante, apesar de ilusório, solitário e tardio, uma nova expectativa faz o sonho recomeçar. Desta vez, com horizontes de mar!

Fotos: CG e Tonicha

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

«O essencial é invisível aos olhos»!






Há dias, assisti ao filme «O Impossível» que conta a história verídica de uma família espanhola que sobrevive ao Tsunami de 2004, que devastou o Sudeste Asiático atingindo fortemente a Indonésia e a Tailândia. É um filme que, de princípio ao fim, capta a atenção do espectador, com certas cenas a transportar-nos para o turbilhão de emoções que as ondas gigantes fizeram emergir.

Acabei de ler uma entrevista de Maria Bélon, uma das protagonistas daquela tragédia que, na altura, passava as férias de Natal, num dos resorts de Phuket, na companhia do marido e dos três filhos, todos eles igualmente sobreviventes daquela tragédia.
Para além da descrição da traumática experiência, o que me impressiona na entrevista é a forma de como esta mulher passou a encarar a vida. O seu desabafo de que «agora sei o que é importante e para o que devo viver» é um sinal de que a vida passou a ter um sentido completamente diferente do que era antes do Tsunami.

Esta médica, que abandonou a profissão, assumindo o papel de porta-voz das vitimas da tragédia, acreditava que tanto ela, como a sua família, tinha uma grande beleza e enorme importância social. Após esta experiência, diz, com impressionante convicção: «Sou a mulher mais bonita do mundo. A minha beleza está nas minhas cicatrizes, nas minhas rugas, nos meus cabelos brancos».

É frequente este fenómeno de se sentir a vida com outro olhar após uma experiência de quase-morte ou da vivência de um drama pessoal ou familiar muito traumatizante. 
Vivemos apressados os dias e os anos, numa correria sem destino e sem alma. Só damos conta da direcção que levamos quando somos sacudidos por algo que nos perturba profundamente e que nos permite reavaliar diversas coisas extremamente relevantes, que o nosso dia-a-dia teima em passar por cima e, mesmo, desprezar. Pois, como escreveu  o escritor francês, Saint-Exupéry, no seu livro "O Pequeno Príncipe", «O essencial é invisível aos olhos».

Histórias, como a de Maria Bélon, obrigam-nos a reflectir no que realmente somos e para onde vamos. E de não ter medo de passar a ouvir as palavras que sempre desejamos ouvir, de pronunciar as frases que um dia gostamos de repetir, de sentir a emoção que sempre esperamos sentir, de caminhar pelos trilhos que um dia ansiamos seguir, de dividir o carinho com quem sempre ambicionamos repartir e de viver a vida que sempre sonhamos existir.

Imagem: Google

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Oxalá!








Por vezes, dou comigo a pensar sobre os caminhos que a vida de cada um percorre.
É de há muito este vício de olhar o rosto de quem passa para perscrutar a turbulência das águas em que navegam. 
Para procurar perceber as angústias e frustrações ou os sonhos e ilusões de que se faz a existência humana.
Porque cada ser humano tem a sua própria idiossincrasia e convive com o seu passado mais ou menos … futuro! Mas, como assim?
Foi Platão, filósofo da antiguidade clássica, que professou que «buscar e aprender, na realidade, não são mais do que recordar …». Esta tese defende que quando nascemos trazemos o conhecimento adquirido em vidas passadas. Platão acreditava que a alma, após a morte, reencarnava em outro corpo.
E por que não aceitar esta tese?
Sou dos que acreditam que, desde o nascimento, teimosamente caminhamos em busca da felicidade. Só dessa forma a vida ganha sentido. Embora o conceito de felicidade não seja igual para cada cidadão. No entanto, sempre nos extinguimos sem a alcançar.
Será por isso que regressamos à «vida» para procurar cumprir o sonho: o de atingir a felicidade plena. Mas, como ela é inalcançável, a vida torna-se numa rotina de existências terrenas, apesar de cada vez mais próximas do objectivo. 

Só assim se compreendem as injustiças que a natureza parece querer ser protagonista. É que sempre me impressionou a injustiça que existe em nascer-se numa família pobre ou numa família rica. Que culpa carregam os que têm o azar de nascer num meio social, económico e politico de má sorte, enquanto outros são beneficiados pela abundância?
Sempre me impressionou o facto de alguns serem dispensados ou rejeitados pela fealdade que exibem, enquanto que a beleza de outros cativa a bonomia e simpatia de todos. Que culpa têm as crianças que nascem em contextos de penúria extrema e com doenças malditas que os castigam desde a nascença, enquanto que outras fruem de uma natureza pródiga em qualidade de vida?
Mais do que as teses religiosas, sobre os desígnios de Deus, acredito no princípio da conservação da massa defendido pelo Químico francês, Antoine Lavoisier, de que «na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma». Que vai no encalço do que defende Platão: de que a vida não acaba na morte provocada por qualquer doença, acontecimento ou velhice. ou seja, «Tudo quanto vive provém daquilo que morreu».
Oxalá!
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                  Fotos: Google Imagens     

terça-feira, 7 de junho de 2011

O mais importante …

Foi durante a minha estadia em África, como militar na guerra colonial, que li a admirável obra de Dostoievski, «Crime e Castigo». Foi uma leitura feita em época de forte invernia, com dias de chuva copiosa e intensa. Foi nesse tempo que eu receei a fúria das trovoadas tropicais, manifestação da natureza tremendamente zangada e rabugenta. As descargas eléctricas eram tão fortes e contínuas que, não raras vezes, accionavam os dispositivos eléctricos de defesa militar do aquartelamento. Por isso é que, sempre que me surge o nome de Dostoievski, sinto a memória desse cenário, de grande turbulência da natureza, a aprisionar-me a alma num sufoco ainda difícil de suportar.
A leitura desse clássico impressionou-me a ponto de me deixar um retrato vivo dos rigores da época das chuvas equatoriais embrulhadas na carga dramática do enredo criado pelo grande escritor Fiodor Dostoievski.
Em termos gerais, o livro conta a história de um jovem estudante que se envolve num crime, por uma recompensa ridícula, e acaba enredado num universo psicológico de auto flagelação e de grande ansiedade resultantes do acto hediondo que cometera. Percebe-se, pois, que a meteorologia tenha ajudado a melhor se perceber as angústias do protagonista da história, de cujo final se adivinhava ainda mais dramático.
Não existe pior castigo do que o sofrimento psicológico provocado por uma qualquer atitude de maior ou menor consciência social. No caso descrito por Dostoievski, estava em causa um monstruoso assassinato que nada poderia ou deveria justificar.
Porém, outras situações existem na sociedade que se iniciam em contextos sadios e inofensivos mas que, com o passar do tempo e influências perversas, acabam por se transformar em gigantescos pesadelos e insuportáveis sofrimentos de alma. Sobretudo quando é colocada em causa a honra e a dignidade do ser humano.
Os sofrimentos do espírito são os mais difíceis de suportar, como muito bem afirmava um dos meus escritores preferidos: Antero de Quental. No entanto, quase sempre a vida ensina-nos que os episódios estranhos têm sempre uma razão de ser.
Por vezes, parece que o mundo desaba toda a sua energia negativa sobre o cidadão desprevenido que se vê fortemente esmagado e condicionado na gestão das rotinas a que se habituara. Esse é o tempo em que a alma sente-se cercada e com dificuldade em se libertar. É o tempo em que a angústia faz o seu caminho de sofrimento e expectativa. É o tempo em que se segrega uma maior receptividade de se partir para contextos de maior serenidade. É o tempo…
Mas é, também, o tempo de desviar a atenção para outros horizontes de vida. De ter um olhar mais sereno para aspectos sedutores da nossa existência, de que sempre estivemos alheios. De relativizar os acontecimentos à nossa volta em face do que tem real importância na vida. De dar valor às coisas simples que nos rodeiam e às pessoas que nunca nos abandonaram.
E de olhar o mar, sempre que possível! Para nele mergulhar tudo o que nos condiciona a liberdade de espírito e voltar a aspirar a magia de viver. Porque, como escreveu o poeta e ensaísta, Oliver Holmes, «O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direcção para a qual nos movemos».

Carlos da Gama
                      Fotos: Google Imagens

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pressa de viver!

Muitos dos que visitam este espaço virtual, devem sentir-se um pouco defraudados pelo rumo que o mesmo tomou até ao momento.
Pressupostamente dedicado a repositório de viagens em autocaravana, «estrada fora» tem sido parco em textos de confirmação desse objectivo.
Mas, em minha opinião, esta tese não é totalmente verdadeira. Em primeiro lugar, porque todos os textos aqui publicados são pretensas viagens de vida, um repositório de encontros e desencontros, de experiências vividas e de sonhos por concretizar.
Deixar que a imaginação se estenda, em liberdade, por contextos de vida ou aventuras de maresia, é viajar pelo tempo … sem tempo!

Desde que nasce, até que parte para uma outra dimensão, o homem é um ser em permanente viagem. Mas, também, é pertença da natureza, portanto, eminentemente composto de matéria. E, a acreditarmos no princípio da conservação da matéria, enunciado pelo cientista francês, Antoine Lavoisier: "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, podemos almejar outras viagens para além das que experimentamos nesta curta existência.
Já deixei por aqui emoções de pequenas viagens efectuadas para o lado do mar. Porque é lá que me sinto mais em casa. É junto do mar que gosto de procurar perceber a razão desta passagem breve pela vida e, sobretudo, de sentir as emoções e as vertigens segregadas por um olhar mais longe ou descomprometido.

Adoro viver a monotonia do rumor do mar, admirar o pôr-do-sol em horizontes matizados, caminhar pelo espraiado contra o vento e sentir a serenidade a entranhar-se em mim quando a solidão se faz companheira. Sem dúvida, este imenso oceano transporta-me para horizontes de liberdade e de maresia. E aumenta a saudade de outras latitudes e de emoções guardadas em segredo, na cumplicidade do oceano e nas confidências da lua.
Mas há outras viagens vividas em frente da tela de um computador. Porque viajar é, acima de tudo, um estado de espírito e um espaço em que a imaginação veste-se de mágicos poderes.

Quase todos os dias viajo na companhia de autocaravanistas por vários continentes. Ultimamente, acompanho, com grande admiração, o casal «Estrela» nessa epopeia em que se tornou a sua «Rota da Seda». Serão oito meses de deslumbramento com os relatos da sua passagem por países quase impossíveis, convivendo com culturas ancestrais, por estradas sem condição, sujeitos a perigos vários como que a lembrar os nossos heróis quinhentistas na descoberta de «novos mundos ao mundo». Estou-lhes grato por me proporcionarem viver emoções fortes, quer despertadas por fantásticas paisagens de territórios inóspitos, quer por monumentos intemporais daquele extraordinário mundo desconhecido.

Sinto, também, uma especial predilecção pelas viagens que muitos autocaravanistas fazem pelo interior meu país. E é aí que constato que o «lá fora!» fica, tantas vezes, a uma enorme distância das excepcionais belezas do nosso território.
Viajar é, sem sombra de dúvidas, a minha praia favorita. Ao longo da vida, visitei vários países na companhia de uma pequena tenda de campismo. Mais tarde, os filhos ganharam novas preferências e foi o tempo de repousar, em instâncias de veraneio, o descanso de um ano de trabalho.
Muito recentemente, cumpri o sonho de juventude, com a aquisição de uma autocaravana. Tinha prometido a mim mesmo adquirir uma casa rolante quando se aproximasse o tempo de me desligar das rotinas laborais. Esse tempo está quase a bater à minha porta! Oxalá chegue logo em liberdade, porque tenho pressa de viver!
    
Carlos da Gama
                                      Fotos: Google Imagens

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O sentido da vida …

Um dia destes, dei comigo em animado diálogo, com um velho amigo, sobre um tema que tem apaixonado gerações de pensadores até aos nossos dias: o sentido da vida!
E cada um de nós procurava, com despropositada arrogância, ganhar o outro para as «verdades absolutas» do nosso pensamento, como se o assunto fosse de fácil objectividade e compreensão. E não é, de todo!
Vivemos o dia-a-dia embriagados com as rotinas que construímos e os anos passam a uma velocidade estonteante. De repente, damos conta que parte das utopias da adolescência e juventude transformaram-se em realidades, enquanto outras continuam inacessíveis à racionalidade. E uma das questões que permanece imutável, e sem respostas absolutas, é o sentido da vida, ou seja, a razão de ser desta passagem breve do ser humano pelo planeta.

Perturba muito sabermo-nos tão frágeis quando olhamos mais longe. Sobretudo, quando ousamos comparar-nos com alguns dos seres da natureza de que somos parte integrante.
Quando, por vezes, lanço o olhar mais atento sobre, por exemplo, obras arquitectónicas, um dos pensamentos que me condiciona a razão é a irracionalidade que parece advir do facto da minha média de vida ser infinitamente menor do que a da obra de arte e dos respectivos elementos que a compõe. O ser humano tem um prazo de validade desmesuradamente menor quando comparado com o tempo de vida de outros seres e elementos da natureza.

Estou, neste momento, a avistar, pela vidraça do meu gabinete, uma oliveira. A planta tem cerca de 20 anos e ainda não saiu do infantário. E sei que, se não houver mão humana a condicionar-lhe o futuro, ela terá uma longevidade de centenas de anos. Ou seja, por este gabinete passarão várias gerações de homens enquanto a oliveira permanecerá por ali algumas centenas de anos.  Uma simples constatação que reflecte bem a fragilidade do ser humano e da idade breve de que se faz a sua vida. E esta torna-se ainda mais curta quando vivemos apressados os dias e não damos conta que os anos se esvaem num ápice.
Daí que apeteça repensar toda a estratégia de vida que construímos e todo o sentido que damos a esta passagem. E que sejamos tentados a procurar responder às questões de vida e de morte com a existência desejada de um ser superior que tudo regula e acompanha. Esta é uma inquietação que tem perpassado os séculos sem que, a meu ver, tenha sido possível obter uma resposta objectivamente aceitável.

Os dogmas não satisfazem a avidez que sinto na alma de compreender de onde venho e para onde vou. Preciso de objectividade e de racionalidade. Não do manto diáfano de que Deus é o ser supremo, «criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis». É curta esta ideia perante o sentido da vida! Porque mais condicionada pela necessidade.
Não é por acaso que Antero de Quental, num dos seus magníficos sonetos, questiona, de forma sublime, esta versão de Deus criador do homem: «Deuses (…) porque nos criaram?», deixando que, nos versos seguintes, surgisse a resposta que não desejaria obter: «(…) mas os deuses, com voz ainda mais triste, dizem: Homens! Porque é que nos criastes?!”».

Julgo que este pensador das questões da alma, expoente de uma plêiade de grandes escritores que ficou conhecida pelos «vencidos da vida», soube, melhor que ninguém, que as questões metafísicas nem sempre conduzem a um final feliz. Porque sempre o homem questionou, sem sucesso, a razão de ser da existência humana e o verdadeiro sentido da vida. Parafraseando Miguel Torga, também eu acredito que a vida só tem o sentido que cada um lhe dá!


Carlos da Gama
                      Foto: Google Imagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

Recomeçar...

Cá estou, no início da viagem que pretendo fazer com este meu blog. Dei-lhe vida há momentos e já sinto uma grande vontade de lhe transmitir as impressões que tomam conta de mim.
Tal como um filho que decide nascer, também este espaço de intervenção e repositório de emoções, precisa de especial atenção.
Venho do nada, de uma vida cheia de tudo, de um sem-fim de intervenções e vivências!
Caminhei, desassombradamente, por montes, planicies e vales de que se faz uma vida . Acreditei sempre no ser humano e embrenhei-me por caminhos que me deram a conhecer pessoas fantásticas, momentos inesquecíveis e figuras menos generosas e, por vezes, patéticas.
Durante o tempo que me foi dado viver, até ao momento, foram inúmeras as «vidas» que tive de enfrentar... desde uma infãncia de carências próprias da época, à guerra em África, à constituição de uma familia com dois magnificos rebentos, à experiência de pertença a uma tribo até à vida na selva laboral.


Cheguei aqui com vigor mas determinado a mudar de vida! Depois de tudo o que vivi, considero ter chegado o momento de recomeçar, de novo!
Venho de longe... de muito longe! Transportando idêntica  nostalgia que o José Mário Branco colocava na voz da melodia da minha juventude tardia. O que eu andei para aqui chegar, meu Deus!...
Aterrei, hoje, neste blog, construído por necessidade. Sempre precisamos de repor energias duma vida agitada... quando demasiado agitada por outros, que não nós mesmos!
E recomeçar, de novo! Recomeçar uma nova e decisiva fase: colocar no baú das memórias tudo o que vivi...mantendo, apenas, em lugar seguro, o espaço de conforto, a que me dediquei toda a vida com inegável sucesso, a minha familia nuclear. A que regresso sempre com paixão!
Concretizando um dos sonhos de sempre, adquiri, recentemente, uma autocaravana a que dei o nome da minha saudosa e fiel cadela: «Micha». Muito confortável e de modelo agradável, ela aguarda apenas uns meses para que eu e a companheira de sempre possamos largar o trabalho para nos fazermos ao caminho. O nosso destino é correr mundo, até que o possamos fazer!

Carlos da Gama
 Foto: Google Imagens